sábado, 20 de dezembro de 2008
É noite...
Deixo-me levar por cada nota de música e sou feliz... melancolicamente feliz...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Esta é para a Mamã II
Tropeço e deslizo, desajeitada, na sua direcção.
"Anda cá! Vamos tirar uma foto para mostrar à Mamã! Só nós dois." Diz-me ele naquele seu jeito que me já é tão familiar. O meu amigo David. O meu sábio conselheiro na arte de viver, amar, crescer, partilhar: cultura, música e leitura, e no grande desafio de me tornar "suficientemente alternativa"!
E aqui ficou:

Ao som de:
É desta que tenho um comentário, David? Hein?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Esta é para a Mamã
(E sei também que vais chorar a ler isto, como choras a ler qualquer parvoíce que eu escreva)
Hoje passei por aqui e ouvi esta canção. É para ti, porque tenho saudades tuas:
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Terramoto em Malmö
"Southern Sweden was rocked by an earthquake early Tuesday morning which caused a flood of phone calls to emergency services operators from alarmed residents.
Seismologists in Sweden estimate the quake’s epicentre was located 18 kilometres underground, beneath a point about one kilometre east from Malmö’s Sturup Airport, located about 30 kilometres east of the city. According to the US Geological Survey, the earthquake had a magnitude of 4.7, which would make it the strongest earthquake to hit Sweden in more than 100 years."
Eu, que estava na minha caminha, acordo entre o sonho e a realidade e sinto tudo a balançar. Na verdade hoje de manhã nem sabia se era realidade. Na altura em que milhares de pessoas entravam em pânico lembro-me de pensar que me estava a saber mesmo bem aquele embalo, senti-me uma criança, de novo no berço. Depois, a terra parou de tremer. Eu fechei os olhos, virei-me para o lado, e continuei a dormir.
E assim foi o meu primeiro terramoto! :)
domingo, 14 de dezembro de 2008
Swedish way!
Bem ou mal, ou apenas diferente...
A abertura sueca: Os Suecos gostam de se afirmar como livres de quaisquer preconceitos ou tabus. Cada um tem o seu espaço, a sua vida... e o direito de tomar as suas decisões sem a pressão de ser julgado pela sociedade. Existe um respeito pela liberdade individual. Nós, os latinos, muitas vezes colocamos pressão em coisas insignificantes, e tanto sentimento de culpa e procura de identidade poderia ser evitado se aprendêssemos um pouco com esta visão.
Deixo-vos um anúncio de uma marca de roupa sueca: Björn Borg, para perceberem o nível de abertura. Gostaria de ver as reacções se isto passasse em Portugal. E, no fundo, até acho bem bonito. Temos lições a retirar?
É Natal!

- A minha bike foi roubada!!!! :( Estou tão triste... MAS:
- Passeei nas ruas agitadas da cidade e nos mercadinhos de Natal;
- Vi as Luzes e magia Natalícia;
- Cheirei o Natal nos pinheiros;
- Bebi muito Glögg;
- Fui patinar no gelo;
- Conheci gente nova;
- Vi a Santa Lúcia (grande tradição Sueca);
- Resolvi fazer franja a mim mesma com uma tesoura de cortar papel (!);
- Tive uma doce tarde de bolos de Natal suecos e Música no Coração;
- Acabei com uma festa de Natal na escola de Sommeliers, que esperava ser aborrecida, mas onde acabei por encontrar um grupo de gente maravilhosa e bêbeda (!)
- E... no meio de isto tudo... irei agora arrancar uns momentos ao tempo para trabalhar e organizar a minha vida...
É difícil... tanta agitação e burburinho... e só me apetece estar com toda esta gente... agradecer esta nostalgia quente... abraçar e desejar bom natal a quem passa no caminho! E umas saudades enormes da minha família!
Um beijinho a todos e bom Natal!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Da minha janela...
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."
O meu amigo OSAMA
Conseguem imaginar? Acho que não. Mas este vídeo diz tudo:
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Hoje sinto-me assim...
Já está uma pouco batido, é vulgar e tal...
Mas hoje... sou eu:
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Milão: reflexão
Fui a Milão no fim de semana, ficam alguns pensamentos escritos durante a viagem...
A partida
Ainda nem saí do aeroporto e já consigo cheirar esse espírito latino. Está a nevar em Milão: voo atrasado 3 horas. Três preciosas horas das 43 que lá iria passar. Restam-me 40 agora. Preciso de bebê-las, saboreá-las a cada minuto. Absorver tudo, tudo o que conseguir.
Porque, enquanto esperava, me apercebi para onde ia. Ia para sul. E as saudades apertam tanto de um sítio que não conheço mas que é o mais próximo que posso chamar de casa.
Ao chegar à porta de embarque começo a reviver memórias. A língua, provavelmente uma das mais belas do mundo. Língua que partilha as mesmas origens que a minha e que me faz reconhecer-lhe as palavras. Um latim atemporal, uma herança originada há centenas de anos e que hoje me derrete o coração de saudade.
Cabelos negros, palavras soltas, sorrisos despreocupados, olhares, pessoas bonitas… …homens bonitos.
Desculpem-me os nórdicos, e todos os suecos. Há qualquer coisa de mais encantador nos povos latinos.
Será a nossa visão de beleza? Serão as palavras? Será algo mais misteriosos e mais profundo detrás de cada olhar?
Será porque, a cada momento, acreditamos viver mais felizes, com um pouco menos de ordem, um pouco mais de sonho e de poesia? E mais coração?
Mal consigo esperar…
O regresso
A minha viagem a Milão foi uma viagem de reflexão, de pensamento, quase espiritual, comparável a um retiro nos templos mais recônditos.
Nas suas ruas, nas suas gentes, nos sorrisos e olhares, nos abraços e um carinho especial, maternal a cada gesto, descobri motivos para pensar em coisas maiores. Os meus valores. A minha identidade.
O que senti por esta terra foi uma nostalgia tão grande, uma saudade, sem nunca antes a ter pisado. Incrível. Senti-me em casa num lugar distante.
Aqui encontrei os mesmos laços fortes que tenho em Portugal, os amigos, a família, as relações. Os cafés, os cafés!!! A comida! A vida de um bar qualquer. Os pequenos prazeres da vida. Diferentes prioridades, o coração em detrimento do conforto.
Pessoas que vivem como eu sempre aprendi a viver, e dão valor à sua existência em função dos outros. Tinha-me esquecido. Desta familiaridade, dos dias todos iguais, suporte que nos estabiliza.
E porquê pensar nos outros? Porque não vivemos sozinhos neste mundo, e o nosso espaço não só nos pertence.
Fiquei a rebentar de nostalgia, com um qualquer almoço de família de sábado com pais, filhos, netos. Apenas um dia qualquer, mas saber, por isso mesmo, que aqui as relações duram para sempre. E é do meu sangue a parte do sangue que nos ouve.
Sim. Lembrei-me dos meus valores essenciais, afirmei-os.
E sinto-me orgulhosa das minhas raízes.
Ao som de: Mafalda Veiga - Ouve-se o mar
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Galssfabriken
Porque adoro este café, este pequeno segredo que condensa o esprírito de Malmö entre 4 paredes. Encurralado, escondido num canto de uma rua qualquer.
Café activista, vegetariano gerigo por voluntários. Nas paredes posters, pinturas, flyers, anúncios de seminários de concertos, nas colunas, muita música, sempre diferente. E em volta nada é igual. Sofás, candeeiros velhos e muitas revistas. Jogos de tabuleiro numa das paredes, livros que podemos ler. Vasos com plantas na janela. E nas mesas uma qualquer familiaridade e aconchego que nos faz sentir em casa.
Só me apetece ficar aqui sentada e olhar as pessoas que entram, sempre tão... "alternativas" :)
(não se podia tirar fotos...)
"So cozy"... O nosso café de memórias.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Irresponsável?
Para além de devermos viver a sonhar, devemos também viver colocando o melhor de nós em tudo o que fazemos. E eu sinto que me esqueci disso, quando agora parece que a realidade me bate na cara.
Ou então apenas funciono de um modo diferente do resto do mundo.
Onde será, então, o meu lugar?
Ao som de: Belle and Sebastian (ainda) - Is it wicked not to care
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Simplesmente feliz
Nas colunas viradas para a rua toca um samba qualquer que nos faz mexer os pés, vibrar a anca, dançar. Sinto-me no Brasil, sinto qualquer coisa como uma brisa quente na cara e um cheiro a Verão. Apesar deste frio tremendo.
Falamos de viagens à Lapónia, esquiar em Yavle, falamos da Primavera que vem a caminho e de piqueniques ao pôr do sol, dos Verões na praia, todos os nossos planos maravilhosos...
A Isabelle consegue ler-me os pensamentos.
"A vida é linda!"
Temos tantos planos, não temos nada, temos tudo. Somos felizes, simplesmente :)
Ao som de:
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Apeteceu-me escrever isto...
Gosto de pessoas vivas, que amam, que sentem, que sabem, vibram e sonham. Mesmo que tenhamos esta inconformidade em nós de querer sempre um pouco mais.
Mas, se não ficamos, temos a capacidade de ser felizes com um floco de neve, uma flor seca ou uma conversa com um desconhecido… Uma felicidade inocente.
A todos os meus amigos de olhos brilhantes…
domingo, 23 de novembro de 2008
O dia seguinte
O dia seguinta amanheceu ao som de Belle e Sebastian e com panquecas e doce de figo da minha avó.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Está a nevar!!!!
Que lindo. :)
Achei que tinha de dizer!
Ao som de: Brandie Carlie - Closer to you
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Dois mundos
Agora, não sei se eu era então um homem a sonhar que era borboleta, ou se sou agora uma borboleta a sonhar que sou homem.
Entre um homem e uma borboleta existe, por força,uma distinção. A transição se chama a transformação das coisas materiais."
Aqui estou. Malmö. Na minha cozinha. Sentada à frente do portátil depois de mais um dia agitado de horas intermináveis, e de tanta, tanta coisa. Nas colunas toca Bon Iver, recente conselho musical, mais uma grande banda para juntar à colecção dos sons que me fazem sonhar antes de ir dormir...
Hoje tive no escritório 13 horas, foi um dia/noite de horas extraordinárias. É preciso perceber que a minha empresa está em restruturação e por isso há muito trabalho a fazer. Nesta e na próxima semana temos que ficar no escritório até tarde a "trabalhar". Temos reuniões muito importantes onde há que tomar decisões sobre os nossos produtos, ou seja, passar a noite a provar vinhos!
Esta noite provámos vinhos da África do Sul, há algum tempo espumantes, há duas semanas tintos suaves italianos, franceses e espanhóis, vinhos alemães (riesling) e portugueses. Para a próxima semana esperam-me vinhos australianos e italianos. As provas são interessantes, passado um tempo começa tudo a ficar vermelho e a conversa a deixar de fazer sentido... por muito que se cuspa o tão precioso vinho!
Os meus sentidos começam a apurar-se. Já distingo os taninos, o carvalho, a idade do vinho, os cheiros a cereja, baunilha, banana, cacau, tabaco e café. Adivinhei o cheiro a maçã num dos brancos e o sabor salgado num dos tintos. Nada mau.
Às 22h00 volto para casa. Tempo de ligar à família, que saudades... Qualquer coisa distante, um mundo de sonho que sinto não ser real, oiço vozes ao longe e murmuros de pratos e talheres de um jantar qualquer de um dia normal, e que hoje me parece tão impossível. Os cheiros da minha casa e os passos da minha irmã.
Falámos do Natal e do futuro... Este vai ser o primeiro ano da minha vida que não vou passar o Natal com a minha família. É como se o meu coração se partisse. Uma escolha que fiz mas que me faz sentir culpada, por muitos "não faz mal" que oiça da minha mãe. Resta-me uma amargura por deixar ao longe aqueles que amo, e, ao mesmo tempo, por ser tão feliz aqui. Vivo dois mundos.
Não há nada tão estranho como o aterrar de um avião e uma porta que se abre em outro mundo diferente. Pareço acordar de vários sonhos loucos, e entre eles este tempo vai sempre passando...
Falámos do futuro, falei em ficar. Ficar neste meu sonho agora. Ser borboleta mais um pouco. Ouvi a preocupação na voz da minha mãe, senti, no coração, não saudade, mas sim a ansiedade do tempo não passado com eles. Do tempo que vou partilhar com outras pessoas, dos jantares que não vou ter no meu alpendre, o meu quarto vazio lá em casa e menos uma voz agitada ao jantar. Saudade? Não é só saudade, é a responsabilidade que temos perante as pessoas que amamos, de estar com elas, depois de tudo o que recebemos. Assim como o meu quente país que me criou.
E há qualquer coisa entre um bater de asas e regressar ao ninho que não se pode juntar. Aqui, aqui sonho sempre, aqui apaixono-me todos os dias, e o meu coração bate mais alto. Em Portugal, agora, sinto que não tenho mais espaço para crescer.
Que fazer?
Não tive tempo de pensar mais. A campainha toca e os meus amigos de sempre chegam, só por chegar. Só por aparecer cá em casa, sem quaisquer planos. Sentados no sofá falamos sobre tudo. Finalmente eu e a Isabelle tivemos coragem para ouvir a entrevista de Hamburgo. Terrível. Na minha voz o nervosismo e indecisão de quem não sabe o que quer da vida, e ainda por cima não dormia há dois dias. Mas mesmo assim gostei (e a Isabelle também). Foi um momento nosso que ficou gravado no tempo. (obrigada Alex, apesar de estarmos extremamente embaraçadas)
E agora, que voltei a pensar, passou mais uma hora, mais uma hora de sonho. Nas colunas ainda Bon Iver, no coração ainda Malmö, ainda Portugal, ainda Brasil, Bélgica, Singapura, Lisboa, Setúbal, e todos os lugares por descobrir...
Hora de dormir...
Boa noite :)
Ao som de:
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Hamburgo
Talvez pelo princípio… ou... não. Pelo fim…
Sentada na varanda, à noite... arrasto o comigo computador e toco umas músicas nostálgicas como tanto gosto. Respiro fundo… tudo isto ainda me parece grande demais para mim e nem sei por onde começar… Ainda há pouco estive a falar com o Alex e a trocar impressões. Ele diz que ainda está a recuperar física e psicologicamente. Eu também. Mas nas nossas palavras trocadas agora electronicamente, enquanto ontem ainda eram voz, descubro uma espécie de intimidade instantânea, de quem passou por muito e no fim… sobreviveu. “Companheiros de guerra”, chamei-lhe eu.
O plano era irmos a Hamburgo. O Alexandre, o C12 de Luxemburgo que conheci no dia do meu primeiro passo nesta aventura, a primeira entrevista do INOV, disse que era boa ideia, porque ficava em média entre Malmö e Luxemburgo e ele conhecia lá umas pessoas. Eu, como achava que ainda não tinha viajado o suficiente alinhei logo na ideia. Depois de uns contactos, umas mensagens, lá definimos o fim de semana.
Em Hamburgo esperavam-nos o tio do Alexandre, José Menezes, 50 anos, antigo chef de cozinha num restaurante chinês e agora num italiano, que nos iria acolher na sua casa, e uma alemã que o Alex tinha conhecido apenas numa noite no “Jamaica” e que já não via há anos. Comigo trazia a Isabelle (a minha amiga sueca) e por surpresa um antigo colega meu do Liceu que eu já não via há 5 anos tinha-se mudado para a Alemanha, estava perto de Hamburgo e também queria ir lá dar um pulo.
Um grupo homogéneo, portanto.
O Alex já me tinha avisado: “Olha que eu não vejo o meu tio desde os 8 anos e a última lembrança que tenho dele era a dizer que queria arrancar os meu olhos e guardá-los numa jarra!” Que bela coisa para se dizer a uma criancinha! Isto era um presságio .. e eu nem reparei…
Depois disso seguiu-se uma das viagens mais loucas da minha vida… Já tentei várias vezes sem sucesso pegar neste texto enquanto a memória ainda está fresca e nos lembramos de todos os momentos, e ainda pegamos nas memórias por todos os detalhes… Mas agora já tudo está mais longe e não consigo.
Tinham que estar lá para perceber…
Posso dizer que o fim de semana incluiu uma ida de borla para Hamburgo, onde no final fugimos do autocarro sem pagar bilhete… Engloba expulsões de clubes de strip e um português bêbedo pelas ruas do “red light de Hamburgo” que insistia em mostrar-nos todos os clubes eróticos acrescentando, entusiasmado, as suas impressões sobre os atributos das meninas brasileiras… e… aiii… ameaças de lutas de rua!!! Muita comida e bagaço, restaurantes portugueses onde os empregados ao servir a refeição às alemãs acrescentavam “és toda BOA!!!”, ruas e canais, coelhos na estrada, conversas com um velejador holandês, comida e vinho português às duas da manhã, muitos cigarros, boleias de desconhecidos, desencontros e procuras, muita desorganização, um certo desespero, alguma tristeza, alguma confusão, e todas as emoções…
Mas nada seria igual sem o incrível senhor José Menezes.
No final olhamos para trás e pensamos… Hamburgo? Afinal o que vi eu em Hamburgo???
Acho que nada… ou tudo. Afinal, regressamos com o coração cheio de histórias, e isso sim, nos torna pessoas interessantes e únicas neste mundo..
No final fomos entrevistados pelo Alex. A entrevista passou ontem na rádio zero e pode ser encontrada aqui: http://provincia12.blogs.sapo.pt/1503.html
Beijinhos a todos e saudades :)
Ao som de: Bebe - "El golpe"
Noites de tango...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Entusiasmo Sueco
Lígia: Olá olá! Como está?
Resposta do sueco: Só bem.
"Só bem"???
E hoje é um dia bom... enfim...
Ao som de: Death Cab for Cutie - "Crooked Teeth"
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Haloween








A partir daqui não posso mencionar mais nada. É segredo... mas a verdadeira loucura aconteceu depois destas fotos terem sido tiradas... Posso só deixar escapar que.. hummm... todos os rapazes da festa foram obrigados a vestir os vestidos da Paula... ;)
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Chá e luar

Os três sentados num cais, partilhamos um chá quente, trazido dentro de um termo. Os pés quase roçam a água negra e fria. E ainda hà uma hora estava em casa... pensando que iria ser só mais uma noite tranquila.
Mas acabamos por viver estas pequenas coisas que nos enchem por dentro.
"É isto que gosto nas noites de Malmö, acabam sempre melhor do que esperamos..."
Ao som de: Wilco - Leave me (like you found me)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Sem tempo para escrever blogs...

Sentada no escritório, sozinha, já todos partiram.
Já anoiteceu há duas horas.... são 6h00 e sinto que estou a fazer uma noitada... Mas ainda não posso partir pois amanhã tenho uma apresentação importante e prova de vinhos e tenho que deixar tudo pronto e perfeito...
Penso que não faz mal tirar uns minutinhos para deixar umas palavrinhas! Não tenho tido nem um segundo livre para mim... Olho para o calendário e já nem me lembro quando foi a noite que fiquei sossegadinha em casa! Há mais de duas semanas que não páro! Entre jantares, saídas, trabalhos manuais, tango e visitas de amigos não consigo arrancar um minuto para estar sozinha. Mesmo quando quero... e digo que vou para casa mas mesmo assim o Thierry(Canadá) e a Paula(Suécia) me perseguem e me obrigam a improvisar um terceiro jantar à meia noite e se instalam na minha cama como se fosse um sofá até à 1h30... tirando-me as poucas horas de sono de um domingo à noite... E eu gosto... gosto tanto.
A C12 de Berlim esteve cá... foi lindo... A C12 de Copenhaga também! 3 festas de Haloween no fim de semana, cada uma mais surreal que a outra. A primeira foi na casa de um amigo do Daniel que relamente se empenhou e levou aquilo a sério... transformando o seu apartamento numa mansão assombrada, com monstros, vampiros e mordomos assustadores arrastendo correntes pela casa. A última foi na casa da Paula e terminou com uma iniciativa de vestir todos os rapazes com os seus vestidos às 2 da manhã!!!
Noites de Jazz à segunda, tango à terça... Trabalhos manuais à quinta (organizámos um grupo de trabalhos manuais!) A minha casa já parece a minha querida casinha de Louvain la Neuve, e é oficialmente o restaurante da malta! Muitos jantares por aí andam a ser servidos... e muito vinho... não trabalhasse eu nessa área tão digna!
6as e Sábados de noites loucas e Domingos.... ai Domingos.... Domingos de suspiros e cafés... de tardes "cosy" no Glassfabriken ou no cinema Panora (o cinema alternativo de Malmö). Domingos de fofocas e passeios sem rumo.
Este domingo fui aos espetáculos nocturnos de luzes no jardim do castelo... e depois segui ao cinema Panora para ver "Couscous", um dos melhores filmes que já vi. No outro também fomos ao Panora ao festival de cinema da América Latina e vimos XXY, um filme Argentino sobre um hermafrodita... Interessante e... muito bom!
Mas só graças aos meus amigos... Que iluminam e quecem os meus dias... mesmo esta noite Sueca, fria e escura :)
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Porque hoje me deu a Saudade

Acordo de manhã cedinho... se consigo... ontem ainda estive sentada à beira mar até tão tarde! De olhos cansados inspiro os primeiros ares da manhã que cheiram a pinhiero e areia... aproveito a boleia e vou à minha vila... pelo caminho passo pela estrada rodeada por mar e rio... pelos arrosais... até avistar as casas azuis e brancas... e as cegonhas.
Na padaria o pão ainda sai quente.. compro um pão de torresmos ou uma torrada e um café. Sento-me na esplanada com um jornal, o sol quente a bater na cara... Na casa em frente uma cegonha estala o bico como se fossem castanholas, e ao meu lado alguns pescadores conversam animados. As senhoras carregam sacos cheios de fruta e legumes da horta para vender na vila... Às vezes alguém mete conversa e oferece-nos um molho de ervas aromáticas dizendo que fica bem na açorda... ou faz questão de nos mostrar a sua casa.
Uma vez um senhor bem velhinho passou por mim e disse:
"Gostam da Comporta? É uma vila cheia de mistérios..."
É tão misterioso como eu ter encontrado aí a casa para o meu coração, e hoje ter acordado a pensar nela... Ai hoje rendo-me à Saudade... do Verão, e dos meus lugares, meus segredos, meus tesouros...
Até me rendo a estes vídeos lamechas: Comporta no no minuto 2.07
Ao som de: Albert Hammond Jr - You wont be fooled by this
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Encontrei o meu lugar... e é em ti que vou ficar
Selecção Nacional de Cozinha na Alemanha
